7 de setembro de 2004

AINDA A SAGA BARQUEIRA

O nosso ministro para a Defesa Das Mulheres Reprimidas lá veio todo contentinho dizer que o tribunal lhe deu razão. Como se isso significasse fosse o que fosse neste país. Basta que o recurso interposto entretanto seja aceite e a coisa volta para o lado oposto, enfim. Já antes tinha ouvido outro homem, do CDS (e já vão dois com pila a meter o bedelho nas coisas das mulheres, mas isto cada um é para o que pende...), a congratular-se com a respectiva decisão. Aparentemente tudo estaria resolvido a contento.
Um terceiro homem, Francisco Coelho da Rocha terá declarado à TSF que uma das holandesas aquáticas teria proferido "declarações que, para além de ofenderem deliberadamente a justiça e as leis portuguesas, bem como o juiz e o tribunal que proferiu a sentença, apelou à prática do aborto por mulheres portuguesas». Na cabeça desta criaturazinha, o mulherio vai passar a noite a tomar coisas para abortar. Tipo "Amigas, o k é k vamos fazer esta noite", "Eu keria ir kurtir pra discoteca...", "Oh, pah, essa cena n dá gozo. Bora aí fazer um aborto", "Pah, ó coisinha... mas se eu nem tou grávida...", "Fogo, minha, tu para cortares a cena... ouve lá...!".
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